quinta-feira, 26 de abril de 2012

Tenho sede de conhecimento! Será que meu cérebro aprendeu a nadar?






Gosto de conhecimento (e não precisa ser formal).
Dele surgem tantos caminhos que as vezes vivemos uma efervescência mental! De repente, uma ideia, teoria ou pergunta leva a milhões de possibilidades. E nem sempre sabemos de onde vieram. As vezes elas simplesmente chegam!



A gente tem uma relação engraçada com o "conhecimento".
Na primeira infância, a gente se fascina com ele.
Na escola, ele rapidamente se transforma de incrível a insuportável!
E quando a gente resolve que quer trabalhar com ele, passa a ser uma mistura de sensações. Fascínio e crise. Produtividade e vazio.

Agora, depois de intensas aulas sobre estrutura e dinâmica de comunidades,  acabo de confirmar que  conhecimento dói!

Momentos de alta intensidade de informações levam à hiperatividade cerebral. E a cabeça pesa!
As coisas não se acomodam tão rapidamente quanto entram ou são criadas. Há uma pressão interna!
Nesses momentos, parece que a mecânica do corpo (cerebral) foi desafiada. O sistema se aproximou do limite. Socorro!

Ainda bem que depois do descanso, assim que tudo se assenta, podemos aproveitar o mundo novo!
Viva!



sexta-feira, 13 de abril de 2012

E se tudo o que você tem estivesse numa sacola plástica?

Escolha apenas uma e carregue sua vida nela! Será que dá?



Essa foi a pergunta que não me deixou em paz ontem.

Tarde de chuva em São Paulo e todo mundo correndo pra se abrigar. Eu fazia o mesmo e, por sorte, o abrigo era o próprio ponto de ônibus. Tinha muita gente embaixo do "minhocão" esperando o ônibus. E aí, uma das coisas mais bacanas dessa cidade: tem tudo quanto é tipo de gente. Engravatados, saltos-altos, shortinho e chinelo! Mas São Paulo também tem muita gente morando na rua. E, embaixo do "minhocão" eu tive uma daquelas experiências que doem, mesmo sem serem suas.

Uma mulher (talvez com idade da minha mãe) mancava segurando fortemente uma sacolinha plástica numa das mãos. Ela zanzava no ponto de ônibus pedindo ajuda. Nessas horas a gente vê todo o tipo de reação. Susto, medo, receio, incômodo, piedade e até raiva se estamparam nos olhares dos meus companheiros de abrigo. A verdade é que quase ninguém ajudou a mulher. Uns não podiam, outros não queriam. Muitos seguiam a recomendação de não dar esmolas, que vemos na maioria das cidades hoje em dia. Não cabe a mim julgar o que é certo ou errado, até porque eu mesma não sei o que fazer e naquele instante, não fiz!

Não consegui parar de prestar atenção na cena. Durante os quarenta minutos de chuva forte e espera, a mulher continuava zanzando, mancando. Enquanto o tempo passava e, com apenas cinco centavos na mão estendida, ela começou a se desesperar e chorar pedindo ajuda.

Outra mulher, coberta com uma capa de chuva e se apoiando em duas bengalas, vira pra mim e diz " Eu tenho dó, mas não posso ajudar! Sou guardadora de carros duas ruas pra frente e luto pra me sustentar. Essa mulher era forte. Gorda. Hoje está assim tão magra. É de tanto passar fome nas ruas. E beber." A senhora, guardadora de carros, toda molhada, (que podia ter a idade da minha avó e exibia um rosto queimado) se compadecia da mulher que ela viu definhar nas ruas de São Paulo.

Um homem também com capa de chuva participou da conversa. "O pior é que se a gente dá alguma coisa a gente sabe que eles vão gastar com drogas! Eu sempre vejo o pessoal na rua aqui e lá no centro. Graças a deus eu não caí nessa vida. Também sou desempregado, mas tenho três filhas pra criar! Eu era mecânico. Durante o dia eu ando de mecânica em mecânica oferecendo um serviço. Uma troca de olho ou manutenção. Aí a noite eu vendo isso aqui [umas pulseiras coloridas de silicone]. Foi idéia da minha filha mais velha. Ela tem dez anos e disse que está na moda e vai vender!"

A chuva já ia parando e o meu ônibus chegou. Agradeci a conversa e desejei sorte. O homem (mecânico desempregado, pai de três filhas) e a senhora guardadora de carros me disseram "Vá com deus".

Mesmo não sendo religiosa, eu entendo o significado de carinho e atenção que isso significa pra quem crê. E por isso, me despedi agradecendo. Mas mesmo não tendo passado nem ao menos uma noite da minha vida ao relento, ainda assim não sei o que sentiria se tudo o que eu tenho estivesse numa sacolinha plástica.

Além da tristeza que senti e das lágrimas que eu segurei nos olhos, senti muita indignação! A prefeitura de São Paulo tem como um de seus deveres garantir as necessidades de sua população e, queiram ou não, nela se incluem os moradores de rua. Não devemos dar esmolas porque sustentamos vícios? Então criem condições de atendimento aos moradores de rua.

Dizem que com o tempo a gente se acostuma... Mas a população só se acostuma a virar o rosto e fingir que não vê enquanto uma pessoa definha a ponto de perder sua humanidade.

É muito triste, mas não quero fechar os olhos. Não quero me acostumar!

Foto retirada de: http://colunas.revistaepocasp.globo.com/centroavante/2010/05/31/novo-censo-sobre-moradores-de-rua/

terça-feira, 26 de julho de 2011

Sobre como calamos nossa voz

Hoje é dia de 'filosofia' de cabeceira.
Estava aqui pensando sobre um texto muito interessante que li hoje e que veio a calhar com meus pensamentos atuais. O texto de intitulado "Find Your Voice" fala da importância de arriscarmos e encontrarmos nossa "voz" (o que poderia ser assinatura, caminho, marca, etc.). Este texto me levou  mais uma vez à uma questão que andava me rondando: Por que calamos nossa voz?
Sim, pois aqueles que já encontraram sua voz, nem sempre a usam, mas calam. E aqueles que não a encontraram, simplesmente não arriscam.
Calamos porque não arriscamos, não nos damos a oportunidade do erro e por isso nos privamos de tentar.
E aí vem a grande questão: Quem está disposto a arriscar? Quem está disposto a dar as caras, tomar a frente, investir em novas idéias (por mais simples que elas sejam)?
É realmente mais fácil seguir o esperado e acordar com o senso comum. Mas quem disse que o senso comum está sempre certo? E se ele não serve ou não basta pra você?
Faço um convite. Levante, questione, repense e encontre sua voz. Não, não é um convite a revolucionar o mundo, quebrar as vidraças ou assaltar o banco. Não necessariamente. É um convite a encontrar o que te faz bem, o que te faz sentir útil e feliz.
É hora de encontrar e USAR sua voz.
Grite e arrisque!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Tomando ciência do mundo?

Como toda ecóloga que se preze, uma das coisas que estudo é a distribuição dos organismos. E são realmente impressionantes os mecanismos desenvolvidos ao longo da evolução para a sobrevivência e coexistência das espécies: adaptação, competição, mutualismo, simbiose... tudo atuando pra produzir esse mundo de hoje. Sim, houve vários ‘erros’ (extinção) para se conseguirem ‘acertos’ (perpetuação)!

Mas, no fim das contas, cá estamos! Eu, minhas plantinhas, você, seu cachorro (ou gato, pra quem é de gato), o vizinho brincando de bola, o passarinho cantando logo ali. Estamos todos aqui. Igualmente aqui, nesse momento!
(Não se preocupe, eu não esqueci que esse não é um blog acadêmico!)

Bem, chegamos até aqui, mas não somos tod@s iguais, claro! Você é diferente do seu cachorro, que é diferente do passarinho, que é diferente da planta, que – por sua vez – é diferente de mim. Na verdade nós mesm@s somos diferentes, certo? Bem, eu sou mulher, tenho 27 anos, cabelo cacheado, pele morena... e você?

Só que em termos de merecimentos e, portanto, de DIREITOS estamos tod@s no mesmo barco! E por isso precisamos de algum entendimento: se por um lado as diferenças são importantes e devem ser minimamente levadas em conta, por outro devemos nos tratar como semelhantes. E isso significa uma só coisa: RESPEITO. Sim, meu amig@, respeito! Nós (tod@s nós, seres pensantes) precisamos praticar essa máxima! 

Vamos dar um basta para as imbecilidades de um mundo onde ser homem vale mais que ser mulher, ser branco vale mais que ser negro (ou qualquer outra cor), ser rico vale mais que ser pobre, ser de religião X vale mais que ser da Y (ou não ser de nenhuma), ser da espécie humana vale mais do que ser de qualquer outra, e um monte de valores deturpados (mas intimamente intrincados no nosso cotidiano).
Vamos promover a liberdade a partir da aceitação e adaptação de valores. Afinal, mudar pra melhor faz bem!

Pra começar, que tal pensarmos um pouco sobre nós mesmos e sobre nossas atitudes no cotidiano? E aí, você pode me perguntar: mas pra quê eu vou perder meu tempo pensando nisso? Oras, eu faço aquilo que aprendi, preciso e quero! Mas tudo o que você “aprendeu, precisa e quer” é determinado por quem? Por você? Só por você? E, ainda, as conseqüências das suas atitudes refletem só em você?
Ahh, mas eu não quero ser uma pessoa melhor que ninguém! E definitivamente não quero que ninguém me diga o que fazer ou o que é certo e errado! (isso é uma coisa que ouço muito hoje em dia!). E eu respondo: QUE ÓTIMO! É disso mesmo que o mundo precisa: pessoas menos conformadas com o que aprenderam, com o que vêem e ouvem! E que, enfim, sejam capazes de questionar o outro e principalmente a si mesmo. Aí, quem sabe um dia a gente não fique tão frequentemente irritado, inconformado, desapontado e descrente em relação à sociedade da qual fazemos parte?

É, espero que da minha inconformação com o mundo que eu sinto hoje, possam surgir boas idéias.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Bem vindos!

Finalmente, inauguro esse blog!
To blog or not to blog? That is the question!

A ideia estava por aqui há muito tempo, mas agora ela se torna real (ou virtual).
Este espaço certamente será uma via de escape pra minha mente. Que anda cada vez mais atribulada de ideias, pensamentos, opiniões, críticas e dúvidas. Muitas dúvidas!
Espero também, que além de depósito de idéias da minha cabeça, esse espaço sirva pra gerar idéias em quem passar por aqui. Afinal, ideia presa nem ideia é!
Vamos deixar que elas passeiem por aí!
Abraços,